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1 de dez. de 2010

Uma pequena Pilula de Ester

Ester era bondosa e mantinha um espírito gracioso, por esta razão encontrou favor junto ao eunuco que tomava conta das candidatas à rainha. 

A compensação foi ter se tornado proeminente e de alta visibilidade. 

Manteve um espírito educável e não perdeu de vista as suas origens. 

Graças a essas qualidades louváveis, Mardoqueu foi capaz de conduzir Ester através de grandes áreas potencialmente minadas.

Ester recordava, constantemente, que ela havia recebido status de Deus por um motivo: O seu coração de serva a capacitou a arriscar a sua vida em favor de outros. 

Pr José Luis Varca

29 de nov. de 2010

Mulher Virtuosa

"A mulher virtuosa é a coroa do seu marido" (Pv 12.4)
Não seria justo falar honestamente aos maridos e não às esposas. Mulheres, somos chamadas para sermos virtuosas, e em alguns casos, essa atribuição também não está sendo correspondida.

Virtuosa significa: virtude, habilidade, excelência.

Convenhamos, muitas esposas estão passando longe de serem habilidosas,  e até mesmo de buscarem excelência de vida, assim sendo, como escrevi aos maridos  no "post" anterior, não posso deixar de admoestar as esposas, que por alguma razão, também não ocupam seu papel.
A mulher virtuosa descrita em Provérbios 31 muitas vezes nos dá a impressão de que essa mulher é "super", com habilidades e atitudes de difícil alcance, mas o que a Bíblia nos revela é que seus atributos são possíveis de se encontrar em mulheres de qualquer geração, desta forma, podemos todas buscar ser melhores a cada dia.

Essa mulher de provérbios é esperta, próspera no que faz, forte para enfrentar a vida, habilidosa com seus afazeres, cuidadosa em seu lar, apreciada pelos seus filhos que a vêem ativa e confiante, o que poderíamos traduzir por uma mulher "antenada" de nossos dias.

Uma mulher que possui virtudes tem disposição firme para atender suas responsabilidades, tem força moral, tornando-se, portanto, um exemplo para todos que a observam e é determinada para executar o que se propõem fazer.

Poderíamos dizer que essa mulher virtuosa é uma esposa exemplar, no quesito "coragem, determinação e ousadia" tornando-se uma guerreira poderosa, que lança mão das armas que Deus concede para entrar nas grandes batalhas da vida ao lado de seu companheiro e família.
Entendo que uma mulher virtuosa não desiste jamais, mesmo quando está abatida, pois ergue seus olhos para cima e em submissão ao Seu Senhor, alimenta-se da graça que há em Cristo para continuar sua jornada de fé ao lado daquele que escolheu para ser seu até que a morte os separe.

Em nenhum momento encontramos em Provérbios 31 a palavra "mulher perfeita", e sim uma mulher cheia de virtudes.

Será que essa mulher descrita na Bíblia é um modelo raro?

-Não...Se estivermos "cheias de graça", buscando virtudes em nós, certamente encontraremos.

Talvez neste momento você não esteja percebendo o quanto tem valor, e nem sente-se tão virtuosa quanto essa mulher de provérbios, e assim tem se tornado um modelo de esposa e mulher muito distante dessa que a Bíblia diz ser ideal e está precisando do sopro do Espírito Santo para renascer.

Chegou este dia. Sua percepção de si mesma não passa de um engano de seu próprio coração, pois mais visíveis são suas virtudes do que suas lágrimas diante de Deus.
Feche seus olhos por um momento e contemple sua vida.

Veja quantas guerras já venceu;
Quantas palavras edificadoras já falou;
Quantas vezes já se levantou para alimentar seus filhos;

Quantas contas já fez para organizar suas economias;

Quantos trabalhos já executou para gerar renda;

Quantas vezes já perdoou e quantas amou.....

E assim, com seus olhos fechados, sinta o sopro do Espírito Santo que te abençoa mulher virtuosa.

Pra. Graça de Oliveira

26 de nov. de 2010

A Ele seja a glória

"Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu Nome dá glória!" Salmos 115.1a

O Salmista já temia. Como homem sabia que seu ego poderia querer e gostar de receber a glória, porém, como ensinado na palavra e temente a Deus proclamou: Não a nós, Senhor, mas ao teu Nome (exclusivamente) será dada a glória.

Tenho pensado muito a respeito desse tema ultimamente. O ser humano sente prazer em ser reconhecido, homenageado, exaltado. Ok. 

Muitos merecem por sua dedicação em sua área de atuação, em seu trabalho profissional e em sua tarefa que tão bem executa. O grande problema, que passa a ser pecado, é quando o homem quer receber a glória. E isso é o que mais tem sido desejado hoje e acontecido já de fato de muitos lugares, mas especialmente, nos ambientes de fé (pra não dizer religioso porque essa palavra é confusa).

Mas o que a glória?

Segundo definição do Pr. Edemar V. da Silva, a qual achei muito interessante: “A glória de Deus é o Esplendor e o Resplendor de Deus; o Glamour, a Beleza, e a Formosura de Deus, a Luz e o Fulgor que há em Deus. 

A glória de Deus é o próprio Deus em toda a Sua Imensurável Grandeza, Majestade e Poder. A Presença de Deus reflete a Glória de Deus, porém esta glória é de tal grandeza que é impossível a nós os mortais contemplá-La em toda a Sua plenitude”. 

Bem, então, podemos entender, por meio dessas características, que a glória de Deus pertence exclusivamente a Ele. E é apenas para ser contemplada e não desejada, reverenciada e não usurpada!

Mas, infelizmente, o que temos visto de forma absurdamente comum é muitos líderes desejando e recebendo essa glória, que não os pertence. 

Comparei o versículo 1º de Salmos 115 com a postura de dois personagens bíblicos. O primeiro é João Batista; sim, ele mesmo: não foi pastor, nem bispo, nem apóstolo, não tinha título algum. O que ele tinha de verdade era um chamado, um trabalho a realizar: anunciar o Cordeiro de Deus, abrir caminho no deserto para a chegada do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, Jesus. Ao que é digno de Glória!

João, apesar de não ter tido nenhum título durante sua existência e atuação, apenas um “sobrenome” ligado ao seu ministério (Batista) foi chamado por Jesus (sim, pelo Filho de Deus) de “o maior profeta nascido de mulher”. (Lucas 7.28)

João trabalhou, pregou, ensinou, batizou, exortou e morreu. 

O outro personagem é Jesus; sim, Ele mesmo: o Filho de Deus. Aquele que mesmo “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. 

E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra” (Filipenses 2.6-10)

Jesus trabalhou, pregou, ensinou, curou, exortou, amou e morreu. Jesus, ressuscitou! 
A Ele, e somente a Ele, seja a Glória!

No amor de Cristo, o Fiel!
Pra. Adriana Bernardo

Lideres

LIDERES NÃO SÃO MAIORES DO QUE A GRAÇA DE DEUS

Infelizmente, trazemos para a nossa realidade da fé um pouco (ou muito?) da herança católica que faz o povo olhar para os seus líderes como infalíveis. Estes, por sua vez, vestimos a farda com muita facilidade. A partir disso, passamos a ser os reis da cocada preta (sem racismo, por favor. Pode ser branca também!). Até na forma de andar, gesticular ou fazer alguns trejeitos, expomos a aura da infalibilidade que tanto massageia o nosso ego. Não conseguimos ser simples, e, se tentamos aparentar simplicidade, fazemos de maneira tão afetada que logo transparece a prepotência. Como neste conhecido bordão: "Fulano é tão humilde que tem orgulho da sua humildade".

Só que a casa cai. Não há arrogância que dure para sempre. De tempos em tempos, para a nossa tristeza (e também aprendizado), surge uma nova notícia, dando conta do fracasso de um líder, que muitos o tinham como o grande referencial e o tratavam, não com o respeito que todos merecem, mas com idolatrada veneração. Podemos chegar a este ponto, quando perdemos os nossos limites. Quando achamos que não temos de prestar contas a ninguém. Quando nos colocamos no pedestal acima dos "simples mortais". Quando não nos reconhecemos como o principal dos pecadores, à semelhança de Paulo. Quando deixamos de olhar as "nossas justiças como trapos da imundícia". Quando achamos que somos maiores do que a graça de Deus. Quando o pecado torna-se apenas um detalhe que não nos importa em nosso dia a dia. Quando, por confiar em nossa autossuficiência, não buscamos ajuda em nossos momentos de fragilidade.

Creio que Deus permite a exposição de alguns dentre nós, trazendo à tona todos os apetrechos escondidos no seu coração, para que o povo perca essa visão "divinizada" da liderança, e nós, que somos tidos em tal condição, possamos humildemente dizer como João Batista: "É necessário que ele cresça e que eu diminua", ou como Paulo: "Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" Ao contemplarmos tais situações, por outro lado, nossa atitude deveria ser a de vestir-nos de sacos e assentar sobre as cinzas para chorar os nossos pecados pessoais e coletivos, orar pela restauração de quem está sendo tratado pelo Senhor e, com inteireza de coração, nos expormos aos braços amoráveis do Pai para deixar de ser sustentados pelas nossas próprias pernas.

Líderes são necessários na igreja desde os primeiros dias do Cristianismo. Atos dos Apóstolos descreve a sua existência. As epístolas tratam de forma clara o assunto. Mas não formam casta especial. Privilegiada. Com alguns galões que possam distingui-los dos demais crentes em sua relação com Deus. Não são pequenos deuses para ser glorificados pelos homens. São modelos, inclusive na fraqueza, para que possam pelo exemplo mostrar aos que lideram, no mesmo nível, que só pela graça - unicamente e apenas pela graça - sem qualquer outro privilégio, podem superar as falhas e buscar a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. E aí todos saberão que ninguém é melhor do que ninguém ou ocupa lugar especial à direita ou a esquerda do trono de Deus.

Somos humanos, fracos, faliveis, necessitados, dependentes, incapazes em nós mesmos, para os quais o Senhor, que enfrentou todas as nossas fraquezas em sua humanidade, pode dizer: "A minha graça te basta".

Pr. Geremias do Couto
Extraido do Blog: http://geremiasdocouto.blogspot.com/

Criando filhos

O desafio de criar filhos com disciplina e com limites
Pr. Eude Martins

“Vamos começar a reconstrução! E se aprontaram para começar o trabalho” Neemias 2.18.

A história de Neemias nos emociona pela sua preocupação com o seu povo e com a sua terra. Ele estava em Susã, quando Hanani, um dos seus irmãos, chegou de Judá. Imediatamente Neemias quis saber notícias da cidade de Jerusalém e dos judeus que haviam voltado do cativeiro na Babilônia.

Neemias foi informado que os que haviam voltado para a província de Judá e não tinham morrido, estavam passando por grandes dificuldades. Ficou sabendo também que as muralhas de Jerusalém ainda estavam em ruínas e que os portões que foram queimados ainda não tinham sido restaurados.

Ao ouvir este relato de Hanani, Neemias sentiu uma tristeza muito grande e passou vários dias jejuando e chorando. E então, propôs em seu coração reconstruir os muros de Jerusalém. Quatro meses mais tarde, enquanto servia o rei Artaxerxes, Neemias pediu ao rei permissão para a realização de seu sonho.

O que a experiência de Neemias tem a ver com a nossa realidade? É uma figura da reconstrução necessária em muitas famílias que estão sendo destruídas pela falta de conhecimento da Palavra de Deus, pelo descaso dado aos relacionamentos, e como conseqüência desse descaso, uma influência negativa direta sobre nossas crianças.

O que é necessário fazer para que haja uma mudança neste quadro que se apresenta tão desolador? Primeiramente, os pais devem conscientizar-se de que os filhos são como diamantes em suas mãos para serem lapidados.

Nos dias atuais há muitos pais que deixam com a igreja, através de seus líderes e professores da Escola Dominical, a responsabilidade de educarem seus filhos. Mas, na verdade, esta é uma responsabilidade que Deus delegou aos pais e não à igreja.

As circunstâncias nas quais as famílias vivem hoje são muito sérias. Os pais vivem atarefados e esta vida moderna tem levado as pessoas a viverem isoladas, serem individualistas, sem tempo para educar os filhos. As crianças vivem mais tempo em frente a um computador ou a uma televisão, na internet, jogando vídeo-game, sem momentos de relacionamento com seus pais.

É preciso resgatar o comer juntos em família, com o pai, a mãe e os filhos em volta da mesa conversando. É nesse momento que os pais poderão compartilhar em família o poder de Deus, incutir em seus filhos valores morais e falar sobre o amor de Deus.

Em Provérbios 31.1-2 a Bíblia diz: “São estas as palavras solenes que a mãe do rei Lemuel lhe disse: Você é meu filho querido, a resposta das minhas orações”. Não diga para o seu filho que ele foi conseqüência de um descuido seu, diga para ele que ele veio para fazer diferença em sua geração. E esta diferença dependerá dos pais. Quais são os valores que os seus filhos aprendem em sua casa? O que você tem falado para os filhos acerca de Deus? Você sabia que a salvação do seu filho depende de você? O maior exemplo para eles acerca de Jesus são os pais, mas muitos têm desperdiçado este momento tão importante na vida de uma criança, por negligência e comodismo.

Educar um filho não é uma tarefa fácil. Muitos pais e mães, querem ter com os seus filhos uma relação de igual para igual, como se fossem simplesmente amigos. Esta relação não funciona, porque seu filho não confidenciará a você segredos que ele contará somente aos seus amigos. Só levá-los à igreja também não funciona, porque a parte mais importante na criação de filhos está na família. É em casa que eles aprenderão os valores e princípios morais que darão sentido e direção a suas vidas.

Os Salmos 78.2-4 e 7 dizem: “Pois falarei com vocês por meio de provérbios e explicarei os segredos do passado. São coisas que ouvimos e aprendemos, coisas que nossos antepassados nos contaram. Não as escondemos dos nossos filhos, mas falaremos aos nossos descendentes a respeito do poder de Deus, o SENHOR, dos seus feitos poderosos e das coisas maravilhosas que ele fez. Assim eles também porão a sua confiança em Deus.”

Criar filhos com disciplina e com limites tem sido um grande desafio para os pais desta geração. Como consequência desta ausência de disciplina e limites, há um grande número de jovens que caminham sem rumo e sem objetivos promissores na vida. Os que pertencem à Família de Deus têm o remédio para esta geração doente: É a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Ela é para os cristãos o manual de orientação que cobre todas as áreas da vida do ser humano, incluindo casamento e criação de filhos.

Que todos os pais tenham consciência da sua responsabilidade na formação integral de seus filhos. Gravem em seus corações e tornem real para a família o texto de Provérbios 3.1-4, que diz: “Filho, não esqueça os meus ensinamentos; lembre sempre dos meus conselhos. Os meus ensinamentos lhe darão uma vida longa e cheia de sucesso. Não abandone a lealdade e a fidelidade; guarde-as sempre bem gravadas no coração. Se você fizer isso, agradará tanto a Deus como aos seres humanos.”

Pr. Eude Martins

23 de nov. de 2010

Quando temos dias maus

Dias maus existem. Alguns dias são muito ruins mesmo.

Podemos estar tristes, angustiados e até desiludidos – e o que fazer enquanto esse tormento está presente?

Essa é uma das mais difíceis perguntas para se responder. 
Porque na realidade, não gostamos nem de pensar na hipótese do sofrimento.

Se pudessemos gostaríamos de que esses momentos não existissem, mas muitas vezes isso não é possível e então como estar pronto para esses momentos? 

O que fazer quando estamos cheios de desilusões? 
O que fazer enquanto essa dor não passa?

Davi nos insina com sua vida. 

Ele havia fugido das mãos de Saul, rei de Israel, porque o Rei queira matá-lo. Imagine a desilução que Davi sentia em relação ao rei. 
Ele o servia, tocava sua harpa para o rei, servia-o com dedicação e agora o rei desejava matá-lo. 
O que teria feito Davi para Saul?
Certamente Davi estava desiludido, abatido e entristecido com tudo isso. 

Deus deu ao homem um coração para amar e Davi amava o seu rei Saul.
Há momentos em que encontramos situações que nunca poderíamos imaginar. 

E por vezes geram profundas decepções e uma desilusão impõem uma realidade esmagadora. 
Somos tomados pela dor e isso pode nos abater profundamente.
Davi sabia que Saul planejava matá-lo 
– Jonatas lhe contou no ver 2 de 1 Sm 19. 
Nesta passagem encontramos: 
“O meu pai está planejando matar você. 
Amanhã cedo, tenha cuidado. 
Esconda-se em algum lugar secreto e fique lá.
”Mesmo que algumas pessoas queriam interferir em momentos como esse para que nós não soframos com a desilusão, as vezes isso não adianta, vejam que Jonatas, filho de Saul e amigo de Davi foi ao Rei e tentou isso mas nao adiantou (1 Sm 19.4)

Um dia Davi se escondeu nas fortalezas da região deserta e diz a Biblia que Davi teve medo porque Saul tinha saído para matá-lo mais uma vez. 
(1 Sm 23.15)

Saul era invejoso e cruel e sempre queria descobrir exatamente os lugares onde Davi ele se escondia.

Que triste é o fim de um relacionamento, principalmente quando entra no coração de uma das pessoas a inveja, o ciúmes, como entrou no coração de Saul. Saul um invejoso e Davi certamente desiludido com o comportamento do rei.

Essas relações, que não são sadias, podem nos deixar desorientados e quando sofremos algum tipo de desilusão podemos ficar muito machucados, mas diz a Biblia que Davi tendo uma oportunidade para matar Saul e acabar com tudo não o fez tendo uma reação que certamente libertou seu coração da amargura e da desilusão. 

Disse a Saul que o Senhor Deus era quem deveria julgar qual dos dois estava errado, entregando aquela situação nas mãos de Deus. para que Ele decidice o que seria o correto entre dos dois e que o próprio Deus o livrasse das mãos de Saul.

A melhor atitude que podemos ter quando nos sentimos ofendidos, desiludidos e perseguidos é entregar a causa que nos entristece ao Deus que vê, que ouve e que é justo, não guardando no coração nenhuma mágoa com relação as pessoas, pois assim somos livres de toda sorte de enfermidade. 

E Deus que tem Seus planos sempre o irá cumprir como o fez elevando Davi ao posto de Rei de Israel. Com um coração que próprio Deus diz que é segundo o Seu coração.Faça isso hoje e certamente se sentirá melhor.

Pra. Graça de Oliveira

21 de nov. de 2010

Por que viver em harmonia?

Viver no casamento de forma harmoniosa é um desafio para homens e mulheres. É um desafio porque homens e mulheres são muito diferentes. Por causa dessas diferenças é que muita gente já ganhou muito dinheiro escrevendo livros do tipo "Homens são de Marte e mulheres são de Vênus", "Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor", "Os homens são ostras...as mulheres, pés-de-cabra", e outros do gênero.
Na Bíblia, encontramos boas razões para maridos e esposas buscarem juntos a harmonia conjugal. A primeira delas está em 1 Pedro 3.7. No texto citado, Pedro, que experimentou os desafios do casamento, recomendou que os maridos procurassem viver com suas esposas com entendimento.

É um imperativo dado por Deus aos casais. Embora o texto seja dirigido aos maridos, se aplica da mesma forma às esposas. Os cônjuges, se desejam agradar a Deus, devem se esforçar para entender um ao outro no lar. Entender é sinônimo de compreender. Para compreender é preciso se esforçar, colocar-se no lugar do outro, é estudar o jeito de ser do outro. Não é uma tarefa fácil, mas possível.

A segunda razão para os casais buscarem a harmonia conjugal, além de ser um imperativo bíblico, tratase de um requisito para que as orações sejam ouvidas. No mesmo texto, Pedro escreve: "...para que as vossas orações não sejam impedidas". Lembro-me de uma certa vez em que eu e mais dois amigos estávamos para fazer uma viagem até São Paulo. Antes de ligar o carro, meu amigo que estava ao volante pediu que meu outro amigo orasse. Ele começou a orar e logo interrompeu sua oração, dizendo que Deus não o ouviria porque tinha saído de casa brigado com a esposa. Ligou para a esposa, pediu perdão e depois recomeçou a orar.

Muitas orações não estão sendo atendidas porque há desarmonia conjugal. Viver em harmonia, com entendimento no casamento, é uma condição para Deus ouvir as orações do seu povo. Um marido ou uma esposa, ao participar das reuniões de orações, deve verificar se estão buscando juntos a harmonia, caso contrário Deus não os ouvirá.

O terceiro motivo para viver em harmonia no casamento está nos dois primeiros capítulos de Gênesis. Antes da queda, homem e mulher, marido e esposa, viviam em perfeita comunhão e entendimento. Não havia egoísmo, rixas nem contendas. Viver em comunhão no casamento é uma busca dos cônjuges ao projeto de Deus para a vida a dois. É uma tentativa de resgate do que existia no Édem antes da queda. É claro que aquele estado de perfeição não será jamais alcançado mas, em Cristo, casais podem viver de maneira harmoniosa e com entendimento e experimentar um pouco daquele estado.

Para se viver com entendimento no casamento é preciso alguns exercícios como, por exemplo, se colocar no lugar do outro, estudar, aceitar e saber conviver com seu temperamento. E, acima de tudo, pedir sabedoria a Deus para viver este imperativo no cotidiano da vida conjugal. É uma tarefa difícil, é verdade, mas possível. Possível porque Deus fez homem e mulher. Porque sua Palavra convoca os cônjuges a buscarem este ideal e porque o Espírito Santo de Deus pode e deseja orientar os casais nesse sentido.

Fonte: Click Família

La nueva cara del Cristianismo

(SBU, Vietnam) Más de un tercio de la población de Vietnam es menor de 18 años. Aun en un mundo donde crecen el crimen y la violencia, esta nueva generación está viendo que la Palabra de Dios es relevante y fresca.

Nguyen Thanh Huyên, de 28 años, vive es un mundo de violencia y ansiedad. Su país nativo, Vietnam, tiene una de las economías que más rápidamente crecen en el mundo, y se está convirtiendo en una parte importante del Mercado global. Este rápido desarrollo tiene muchos efectos sobre mujeres como Nguyen. Para ser capaces de proveer para las necesidades del mundo, las trabajadoras son obligadas a trabajar en situaciones estresantes con serios riesgos para la salud.

Esta permanente presión ha desembocado en problemas sociales como el uso de drogas, el abandono de los hogares por parte de los niños, la explotación laboral y sexual, el tráfico de personas y la violencia, de acuerdo con un informe de UNICEF. El mundo en el que vive Nguyen crece en violencia y peligrosidad. Un mundo diametralmente diferente al de sus padres.

Nguyen es cristiana; recibió la Palabra de Dios en 2001, en su idioma materno y fue inmediatamente impactada. «Lo que me impactó es que el mensaje de la Biblia parecía ser relevante para la gente de hoy, con profundo significado, aunque se puede comprender fácilmente. Su mensaje me cambió radicalmente. A través de la Biblia descubrí la raíz del pecado y del mal y pude ver cómo afectan a las personas y a la sociedad.»
Uno de los pecados que más afectan a su sociedad, de acuerdo a Nguyen, es la persecución de los cristianos. De la misma manera que la parte económica y la social están en completa tensión, eso es verdad con la religión también. Aunque la Constitución de Vietnam proclama la libertad religiosa, la persecución de la Iglesia cristiana continúa. En el sur de Vietnam, un pastor protestante, Thach Thanh No fue brutalmente asesinado cuando se retiraba de su iglesia, a manos de fanáticos budistas. De la mayoría del país, menos del 10 % de la población es cristiana, lo que los deja sujetos a la persecución y la discriminación de otras sectas y grupos y religiosos.

Mucho del desorden social de Vietnam es propagado por los jóvenes de la nación. Más de un tercio de la población es menor a 18 años, y la mayoría de ellos fueron criados sin ninguna guía o entrenamiento religioso. Hay una gran cantidad de jóvenes, tanto hombres como mujeres, que, a causa de las presiones sociales y económicas, están siendo víctimas del crimen y la explotación. La Asociación Vietnamita, una rama de la Oficina de Servicios de las Sociedades Bíblicas Unidas en el Pacífico Sur (UBSSO Asia Pacífico) está trabajando muy fuerte para poner al alcance de estos jóvenes recursos bíblicos relevantes que los guíen hacia una fe más profunda y sabia.

A lo largo y lo ancho de Vietnam, cientos de miles de nuevos recursos bíblicos están siendo entregados a los jóvenes. Una nueva y hambrienta generación ha sido equipada para impactar positivamente en su país y contrarrestar los efectos negativos de las presiones religiosas, económicas y sociales. Nguyen, junto a muchos otros, se está alzando como un nuevo rostro del cristianismo en Vietnam. Este grupo proclama: «Jesús tiene el poder de liberarnos y darnos una vida nueva.»

Oração sem cessar

Semana de 21 a 27 de novembro -

Uzbequistão e Turcomenistão: Por favor, ore pela Obra bíblica nestes países.

Tadjiquistão: Louve a Deus pela oportunidade de desenvolver nossa publicação. Dê graças pelas bênçãos sobre nosso projeto de tradução do Novo Testamento em tadjique. Nosso projeto em Braile está motivando administradores de organizações para deficientes visuais a adotarem tecnologia computadorizada de impressão em dupla face. A celebração do Dia da Bíblia tornou-se uma crescente tradição do período da Páscoa. Por favor, ore pelos projetos para grupos de povos Pamiri, pelo desenvolvimento de publicações no Tadjiquistão e por liberdade religiosa na Ásia Central.

Cazaquistão: Ore pelas pessoas que não ouviram a Palavra de Deus, para que seus ouvidos, seus olhos e corações sejam abertos ao amor de Deus. Ore pelos funcionários de nosso escritório e das três agências, que trabalham com entusiasmo e alegria, agarrando cada oportunidade para anunciar a Palavra de Deus pelo país. Que Deus ajude a Sociedade Bíblica do Cazaquistão e da República do Quirguistão a encontrar novos meios de servi-lo por meio de nossos programas e projetos.

20 de nov. de 2010

Cristo e 100% Deus e 100% Homem


Como prometi, este é a minha segunda postagem  (e a última, pelo menos neste momento) em que trato sobre as duas naturezas de Cristo. Na anterior, fiz uma análise semântica de três expressões geralmente usadas para explicar o conceito, procurando demonstrar que elas têm o mesmo sentido: Cristo 100% Deus e 100% Homem; Cristo verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem, e, por fim, Deus-Homem. São equivalentes. Nesta vou ater-me à Bíblia, usando de meu direito bereiano de cotejar o que alguns dizem com o que as Escrituras revelam. Sei que o texto será mais longo do que de costume, mas peço-lhe paciência para ir até o fim, considerar todos os argumentos e só depois tirar conclusões.

Quero, no entanto, trazer a discussão para o seu leito original. Ninguém pôs em duvida - pelo menos que eu tenha lido - em qualquer parte da blogosfera cristã que as duas naturezas de Cristo, divina e humana, sejam inseparáveis. Para usar um termo frequente no vocabulário de Reinaldo Azevedo, o busílis que gerou o debate, como demonstrado na postagem anterior, foi a afirmação do pastor Ciro Zibordi de que Cristo é "Deus e é Homem. Entretanto, Ele é 100% divino - nunca deixou de ser Deus, ainda que tenha aberto mão, temporariamente (Jo 17.4,5; Mt 28.18), de alguns dos atributos ao se encarnar (Fp 2.6-11; Hb 1.8) - mas não é, biblicamente, 100% humano" (grifo meu). Este foi o ponto, e não que alguém tenha arguido a indivisibilidade das duas naturezas, como insistiu em sua recente postagem no blog. Mas voltarei a tratar disso adiante. Agora, estou focado na última parte de sua afirmação: Cristo é ou não 100% humano do ponto de vista bíblico?

Para começar, Deus criou Adão com todas as propriedades humanas. Nada lhe foi acrescentado em fase posterior. Até a capacidade de procriar já lhe era inerente antes da queda, o que implica afirmar que o sexo foi criado puro por Deus, para, nessa condição, ser desfrutado pelo primeiro casal em seu estado de perfeição, como aparece em Gênesis 1.28 na primeira  parte do versículo: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra". Ou seja, Deus dotara o primeiro casal com todos os impulsos sexuais necessários para que pudesse cumprir o mandato da procriação de modo que o sexo não foi um evento pós-queda. Há quem pense, também, que o trabalho tenha sido castigo de Deus como consequência do pecado. É outro engano! Em Gênesis 2.15 está claro que o Criador o estabelecera como atividade humana ainda antes da queda: "Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (grifo meu).

Minha intenção, com isso, é mostrar que algumas coisas tidas como fruto do pecado eram parte intrínseca da natureza humana em seu estado original, para deixar bem assentado que a natureza pecaminosa, esta sim, um evento pós-queda, tornou o homem presa da má inclinação (Romanos 8.1-9) capaz de usar as mesmas propriedades que lhe eram inerentes antes do pecado para transgredir os princípios d'Aquele que o criara. É óbvio que também vieram os juízos por causa da desobediência (Gênesis 3.14-24), trazendo morte e sofrimento, mas as propriedades permaneceram inalteradas, estando sujeitas, contudo, aos efeitos da natureza pecaminosa. Esta é a diferença básica entre os pais da raça humana e a sua descendência. Em seu estado de perfeição não estavam sujeitos ao pecado. Após a queda, eles e as gerações seguintes, embora mantendo as mesmas propriedades inerentes aos primeiros pais, tornaram-se reféns da natureza pecaminosa (Romanos 3.9,10,23; Gálatas 3.22). Assim, com a queda ou sem ela, Adão foi tão humano quanto somos nós. E nos somos tão humanos quanto foi Adão. Um último dado: o homem se alimentava antes da queda (Gênesis 1.30)? Também continuou a alimentar-se depois (Gênesis 9.3). Com uma diferença: antes era herbívoro. Depois tornou-se carnívoro.

Aonde quero chegar? Já veremos. Não se pode considerar a humanidade de Cristo sem que se tenha bem definido como foi a humanidade de Adão, porque não temos outro parâmetro. É tanto que essa é a analogia empregada pelo apóstolo Paulo (1 Corintios 15.47). O que difere um do outro é que o primeiro foi criado ("é terreno"), veio literalmente da terra, e o segundo gerado ("é do céu"), isto é, trata-se de Deus encarnado, que, ao se esvaziar de si mesmo, humanizou-se e se fez semelhante aos homens (Mateus 1.18-25; Filipenses 2.5-11). Como escreveu Atanásio em seu Credo, Cristo nasceu no tempo da substância da sua mãe. Em outras palavras, Jesus tinha as mesmas propriedades que tinha Adão. Ele não foi menos nem mais humano, mas humano em plenitude. Isto é, 100% humano. Ao tentar minimizar a sua humanidade, corremos o risco de tornar sem eficácia a obra redentora, que dependeu deste desprendimento de Deus para tornar-se como um de nós e subir, na condição de homem, até o Calvário.

Trago à razão quatro episódios do ministério terreno de Cristo para sustentar a tese. O primeiro reporta-se à tentação de Cristo no deserto. Perceba que o diabo procura inicialmente seduzir Jesus em sua humanidade, no momento em que teve fome (Mateus 4.2-4). Se a tentativa fosse bem-sucedida, o Senhor falharia em sua missão. Teria pecado contra Deus. Como o diabo fracassa, as duas outras são no âmbito da deidade de Cristo com o propósito de fazê-lo desistir da sua humanidade, o que, outra vez, abortaria o plano da obra redentora (Mateus 4.5-11). Mas de novo o Senhor põe o diabo no seu devido lugar e o vence. Teria sido esta cena apenas um engodo? Ou a sua descrição um contorcionismo verbal? Não! Cristo, como homem, foi conduzido ao deserto pelo Espírito Santo (Mateus 4.1) e, como homem, pelo  poder do Espírito Santo, pôde confrontar e derrotar o inimigo. Não creio que Cristo e o diabo estivessem ali brincando de mocinho e bandido.

O segundo episódio ocorreu na casa de Lázaro ante o desespero de Marta e Maria em virtude da morte do irmão. Jesus tinha, por assim dizer, um carinho especial por aquela família. Ele chama Lázaro de amigo (João 11.11) e chora, quando Maria o convida para ir até o sepulcro, onde se encontrava há quatro dias sepultado (João 11.34-36). Que comportamento é esse, senão o de um ser humano com a faculdade de ter sentimentos, emocionar-se (João 11.38)? Ou Jesus teria vivido uma farsa? Até o ato de ali orar ao Pai (João 11.41-42) revela a inteireza de sua humanidade!

O terceiro foi no mar da Galileia. As ondas açoitam o barco com os discípulos, enquanto Jesus dorme (Mateus 8.24). Estaria o Senhor protagonizando um teatro ou sentia-se cansado, como cansado estava, quando, a caminho da mesma região, parou junto à fonte de Jacó, nas cercanias de Samaria (João 4.6)? Ora, insistir que ele não era 100% homem, com as mesmas propriedades inerentes a qualquer outro ser humano, é  tentar partir cabelo a machado - volto a dizer - como afirmava o então diretor do IBAD, pastor João Kolenda Lemos. Só se alimenta, se cansa e dorme quem tem esses atributos humanos. E Jesus os tinha!

O quarto episódio foi no Getsêmani poucos dias antes da crucificação. Ali há uma luta renhida (é essa expressão mesmo!) entre o homem Jesus e a vontade expressa de Deus, onde, em certo momento, ele chega a considerar a hipótese de não tomar o cálice da cruz (Lucas 22.42). Incrível que a Bíblia diz com clareza meridiana que Cristo estava em agonia a ponto de o seu suor transformar-se em "gotas de sangue caindo sobre a terra" (Lucas 22.44). Ou seria Steven Spielberg rodando a cena do seu próximo filme? Ou o emprego de linguagem mitológica para ensinar uma verdade moral? Ora, faça-me o favor! A descrição é literal e refere-se a alguém que sofre, padece e agoniza como homem! Não devemos ir além da Bíblia, mas também erramos quando falamos menos do que ela diz. E o que se encontra descrito nos evangelhos acerca de Jesus é o retrato de alguém que enfrentou todas as nossas vicissitudes e tinha em sua natureza todas as propriedades inerentes à natureza humana, da mesma forma que Adão, sem, contudo, estar contaminado pelo "gene" da pecaminosidade, que se tornou parte do homem - repita-se - apenas após a queda.

No entanto, a pedra de toque da tese de que Cristo "não é, biblicamente, 100% humano", como empregada pelo pastor Ciro Zibordi, baseia-se em Filipenses 2.5-8. Se me permite, deixe-me transcrever a passagem na versão Almeida Revista e Atualizada: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz".

Como ponto de partida, o propósito de Paulo, aqui, é destacar o sentimento de humildade de Cristo como exemplo a ser seguido por aqueles que o servem (v. 5). Ele não pretende discutir filigranas, mas demonstrar por A mais B que devemos exercer a humildade com o mesmo desprendimento. Em outras palavras, Cristo, embora fosse Deus com os mesmos atributos da deidade, não apegou-se a esse direito, ou seja, não levou isso em consideração para deixar de cumprir o eterno propósito do Pai em prover a salvação para a raça humana (v. 6). Neste momento, o apóstolo então faz o contraponto: Cristo esvaziou-se. Humilhou-se. Embora continuasse subsistindo em forma de Deus, tomou a "forma de servo", se fez semelhante aos homens e tornou-se "reconhecido em figura humana" (v. 7), ou, se preferir, como está na Almeida Revista e Corrigida, no v. 8: "achado na forma de homem". Ou ainda, como na NVI: "encontrado em forma humana". Ou mesmo como na versão da Sociedade Bíblica Britânica: "sendo reconhecido como homem". Este é o ponto central da passagem: o voluntário despojamento de Cristo, o Deus Todo-poderoso, para fazer-se humano, como um de nós, e enfrentar, em forma humana, todas as vicissitudes, alegrias e dores de nossa humanidade. Creio que essa exegese, apesar de sua simplicidade, é a correta.

Mas aí vem a discussão semântica entre semelhança e igualdade. É óbvio que Cristo, em sua deidade, é igual ao Pai e com ele, para resumir, compartilha a mesma substância e os mesmos atributos. Embora distintos, um não é inferior ao outro e com o Espírito Santo, também da mesma substância e com os mesmos atributos, formam o Deus Trino. É ponto pacífico entre a cristandade. Ora, quando o apóstolo Paulo, por outro lado, emprega a expressão "em semelhança de homens" (Filipenses 2.7) para definir a encarnação de Cristo, não poderia fazê-lo de outra forma, pois refere-se a alguém de outra natureza - divina - que, sem perdê-la, investe-se de uma nova natureza - humana - a qual nunca fez parte de sua condição permanente. Em linguagem poética, o Deus Eterno vestiu-se de homem.

Os léxicos, por sua vez, admitem o vocábulo aplicado a "pessoas, coisas ou ideias que se parecem, que têm aspectos comuns" (grifo meu). Os especialistas nos originais também concordam neste ponto. Ou seja, não caberia outro termo porque até mesmo entre nós, seres humanos, não existem duas pessoas exatamente iguais! Certo pregador chegou a dizer, em tom espontâneo, que, se houvesse, Deus mataria uma e deixaria a outra. Eu, por exemplo, em estatura, fisionomia e temperamento, não me pareço nenhum pouco com alguns de meus amigos. Até na inteligência são mais privilegiados do que eu. No entanto, como humanos, temos as mesmas propriedades e o nosso organismo possui a mesma estrutura física tal qual Jesus. Nem por isso deixamos de ser semelhantes ou passamos a ser iguais. "Ah, mas Cristo foi o Homem perfeito!" Óbvio! Ninguém que crê na Palavra de Deus como professada pelos cristãos verdadeiros questiona isso! Todos cremos que, apesar de tentado, viveu uma vida sem pecado e foi "obediente até a morte e morte de cruz". Ou no dizer de Hebreus 5.8: "Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu". Ou seja, a plena divindade lado a lado com a plena humanidade. "Ah, mas ele é o monogenes - único, singular - igual não há". Outra vez trata-se do óbvio para os que creem! Mas esclareça-se: essa singularidade se expressa no fato de Cristo ser o Deus encarnado - o único em toda a história  - e não porque sua humanidade tenha sido em grau mais elevado do que a nossa.

Já chego ao fim. Volto agora à questão das duas naturezas inseparáveis, como mencionei no segundo parágrafo. Afirmar que Cristo é 100% Deus e 100% Homem não pressupõe em nenhum momento a ideia de duas naturezas separadas nem que ele seja mais Deus e menos homem ou mais homem e menos Deus. Elas assim se descrevem não "pela confusão de substância, mas pela unidade da pessoa", como define o Credo de Atanásio. Para ilustrar, digamos que você seja diretor de uma empresa e, por isso mesmo, tem a obrigação de cumprir certas atribuições. Ma quando chega o momento de desfrutar do merecido descanso, no fim de semana, você não poderá lançar mão das mesmas atribuições para as suas atividades particulares, o que não quer dizer que deixou de ser diretor e as tenha perdido. Nem que, ao sair da empresa na sexta-feira, deixou lá a vestimenta empresarial e vestiu a roupa de pai de família. Enquanto durar o vínculo empregatício, as duas facetas são inseparáveis pela "unidade da pessoa", para repetir Atanásio. Como homem, Cristo abriu mão temporariamente de atributos divinos, mas não os perdeu porque eram parte intrínseca de sua natureza divina. Como Deus, Cristo revestiu-se de atributos humanos e os empregou porque eram parte intrínseca da natureza humana. É isso.

Com estas considerações, termino dizendo que você não erra nenhum milímetro ao afirmar que Jesus é 100% Deus e 100% Homem. A expressão equivale tanto àquela que diz: Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem e à outra empregada pelo pastor Ciro Zibordi: Deus-Homem. O melhor de tudo isso foi que me permitiu estudar um pouco mais o tema e compreender com mais profundidade que "não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado" (Hebreus 4.15 - grifo meu).

Não se constranja: Cristo e 100% Deus e 100% Homem.

PS. Quanto ao Concílio Assembleiano proposto pelo pastor Altair Germano, não tenho nada contra desde que não seja para discutir uma questão como esta, já definida em quase dois mil anos de história, nem tenha como objetivo uma "caça às bruxas". Por outro lado, quem fará parte deste Concílio? Será constituído por uma espécie de "cardinalato" assembleiano ou aberto a centenas de cabeças pensantes, em nossa denominação, que hoje pouco espaço têm para se manifestar? Por outro lado, terá tempo delimitado ou caráter permanente, visto que o labor teológico é constante? Se estas questões nào forem levadas em conta, perderá a objetividade.

Pr. Geremias do Couto
extraido do http://geremiasdocouto.blogspot.com/
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Alivio de Deus

Qual é a forca que está estrangulando seu pescaço?

Algum sofrimento terrível?
Uma ameaça de enfermidade ou cirurgica?
Um desentendimento familiar?
Uma desorientação na vida?
Crise existencial?
Incerteza relacionada a carreira?
Catástrofe financeira?
Vazio espiritual?


“O Senhor Deus diz:
“Os meus pensamentos não são como os seus pensamentos,
e eu não ajo como vocês.
Assim como o céu está muito acima da terra,
assim os meus pensamentos e as minhas ações estão muito acima dos seus.
A chuva e a neve caem do céu
e não voltam até que tenham regado a terra,
fazendo as plantas brotarem, crescerem
e produzirem sementes para serem plantadas
e darem alimento para as pessoas.
Assim também a ordem que eu dou
não volta sem ter feito o que eu quero;
ela cumpre tudo o que eu mando.“ (Isaias 55.8-11)

Entre tantos homens e mulheres de Deus que poderiam nos ensinar tantas coisas acerca da mão de Deus em suas vidas, encontramos Moises, José o camponês que se tornou administrador no Egito, Jeremias um profeta e também Memucã.

Memucã foi um dos sete princípes de Assuero e fazia parte de seu gabinete. Era conselheiro do rei.

Um dia Assuero consultou os sábios conselheiros porque Vasti, sua rainha não o havia obedecido quando foi chamada diante de seus convidados no banquete que Assuero estava oferecendo.

O Rei perguntou o que deveria fazer, segundo a Lei, à Rainha Vasti (Et 1.12-15)

Memucã, ocupando seu papel de conselheiro, sugeriu ao Rei que tomasse uma atitude bastante drástica com relação a sua esposa e Rainha.

Ela deveria ser destituida do cargo de Rainha!

É clado que a atitude do Rei indiretamente alertaria a todas as outras mulheres que deveriam ter cuidado com o comportamento e talvez esta tenha sido uma das razões de Memucã sugerir tal façanha. Quem sabe ele também tinha uma esposa que não era submissa, mas este assunto não é para este capítulo...

O Rei Assuero ouviu Memucã e destituiu a Rainha Vasti.

Não sei se Assuero, refletindo com mais calma, não tivesse encontrado em suas boas lembranças motivos suficientes para manter Vasti em seu trono, mas o que devemos crer é que Deus estava trabalhando por trás das cortinas, movendo, empurrando e reajustando todas as coisas para um fim determinado.

Ester, neste cenário, ainda caminhava normalmente em sua vida muito longe do que acontecia no Palácio.

Por causa de uma decisão do Rei, o plano de Deus estava em andamento.

Deus está sempre ativo. Os Seus caminhos não são os nossos caminhos, é por isso que concluímos rápido e falsamente sobre circunstâncias que estamos vivendo.

Não podemos imagina o que está concorrendo a nosso favor.

Diz a palavra de Deus que todas as coisas cooperam juntas para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito. (Rm 8.28)


Vejamos às mãos de Deus prevalecendo:


1- Sobre a brutalidade e embriaguez de Assuero que depois de 180 dias de orgia queria expor sua esposa Vasti como troféu aos convidados.


2 – Sobre a dignidade de Vasti, permitindo que ela se recusasse a estar na presença de Assuero, ainda que fosse destituida do reinado, pois Deus já conhecia os acontecimentos.

3 – Sobre Ester – elevando-a ao lugar de Rainha para ser um instrumento de libertação e bem-estar do remanecente de Israel.


Diz a palavra de Deus:

"Como ribeiros de água, assim é o coração do Rei na mão do Senhor; este segundo o seu querer o inclina." (Pv 21.1)

Se Deus estiver de fato envolvido em nossa história, Ele mesmo irá mudar as coisas, sem mesmo termos conhecimento do que está acontecendo ao nosso redor.

Porque os pensamentos Dele não são os nossos. O relógio de Deus não anda no mesmo tempo que o dos homens.

O poeta George Hebert escreveu:

“O MOINHO DE DEUS MOE DEVAGAR MAS COM SEGURANÇA “


Qual é a forca que está estrangulando seu pescaço?

Algum sofrimento terrível?
Uma ameaça de enfermidade ou cirurgica?
Um desentendimento familiar?
Uma desorientação na vida?
Crise existencial?
Incerteza relacionada a carreira?
Catástrofe financeira?
Vazio espiritual?

Saiba que tudo está controlado por Deus.

"Portanto, não tenham medo de ninguém. Tudo o que está coberto vai ser descoberto; e tudo o que está escondido será conhecido. O que estou dizendo a vocês na escuridão repitam na luz do dia. E o que vocês ouviram em segredo anunciem abertamente. Não tenham medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Porém tenham medo de Deus, que pode destruir no inferno tanto a alma como o corpo. Por acaso não é verdade que dois passarinhos são vendidos por algumas moedinhas? Porém nenhum deles cai no chão se o Pai de vocês não deixar que isso aconteça. Quanto a vocês, até os fios dos seus cabelos estão todos contados. Portanto, não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos. (Mt 10.26-31)

O final de Ester, depois de tantas coisas que viveu, fora e dentro do palácio foi um final de realeza.

Para cada um de nós, Deus tem um final de surpresas e vitória.

Como está escrito:

"O que ninguém nunca viu nem ouviu,
e o que jamais alguém pensou
que podia acontecer,
foi isso o que Deus preparou
para aqueles que o amam.” (1 Co 2.9)

"Esperei com paciência
pela ajuda de Deus, o Senhor. Ele me escutou e ouviu
o meu pedido de socorro." (Sl 40.1)

E assim toda a pressão é aliviada em nome de Jesus.

Pra Graça de Oliveira

Billy Graham - 60 Years of Ministry

Billy Graham Glorifies God for 60 Years of Ministry

Flanked by long-time ministry partners Cliff Barrows and George Beverly Shea, Mr. Graham reminisced about special Crusade moments and expressed gratitude to God during an event celebrating the 60th anniversary of the Billy Graham Evangelistic Association.
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“The thing that I remember most from all these years is that our God answers prayers,” said Mr. Graham. “We did all of this for only one reason— to glorify Christ, to present the person of the Lord Jesus Christ to people who needed Him. I want to thank Him again tonight for what He did on all those occasions.”

After a number of influential revival meetings, including the 1949 “Christ for Greater Los Angeles Campaign” that lasted eight weeks and vaulted Graham and his associates into the national spotlight, the team decided to formally incorporate in 1950 as the Billy Graham Evangelistic Association (BGEA).

Its headquarters were in Minneapolis, Minn., where Graham was then serving as the president of Northwestern College. The organization moved in 2003 to Graham’s hometown of Charlotte.

None of the men that helped Billy Graham launch BGEA in 1950 – George Wilson, Cliff Barrows, George Beverly Shea, T.W. Wilson, Grady Wilson and others – had any idea then that it would one day become one of the largest and most established evangelistic ministries in the world.

“I never even expected to be a gospel singer,” said George Beverly Shea, his eyes twinkling and voice booming at 101. “I was just a radio announcer. It’s been a great privilege to be part of BGEA. I can’t describe the thrill of it. I am grateful that the Lord has enabled me to do this.”

Cliff Barrows said, “We’ve had marvelous fellowship as a team. We’ve been knit together with Bill’s heart. The apostle Paul said, ‘We, then, as partners together with Christ....’ Well, we have been a team of partners. That has been one of Bill’s great strong points. He needed people who shared his conviction, his calling and the desire to preach—or sing—the Gospel.”

Barrows jokingly one day said to Mr. Graham: “When we get to heaven, you’re going to be out of a job, but Bev Shea and I won’t. We’ll go on singing.” Then Bill smiled and replied, “When I get to heaven, I am going to sing like Bev Shea.”

“It’s a marvelous thing to be knit together in heart,” Barrows continued. “I’ve been with Bill 65 years and we’ve never had one word of disagreement or one argument. Now that’s an amazing thing. That’s his grace and God’s goodness and I praise Him for it. To have the fellowship of the team means everything, because we encourage one another. We are so privileged to be co-laborers together with Christ. Bill has a great heart for team ministry and BGEA is a ministry built on a team relationship.”

MEMORIES
As the men reunited on stage, Barrows asked Mr. Graham to share memories about past Crusades. Talking about the New York City meetings in 1957, Graham acknowledged he struggled with tremendous fatigue about half way through the long summer.

“I would ask the Lord for strength for just one more day and He would give it to me,” Graham recalled. “I had the prayer support of the team – and we were a team. It was a wonderful experience to go to that platform and know that these men were back there praying.”

Graham continued, “One thing I’d like to say is that all the glory and the praise for anything we have done or will do goes to Jesus who died on the cross and rose again and who is standing to welcome us to heaven. I am looking forward to that day when I’ll be in heaven and I’ll see Ruth again. How I loved that woman. She had a big part in all of this that we are celebrating tonight.

“She was the most wonderful woman who ever lived,” he added. “She walked with God and she loved Him with all her heart. She lived for the Lord and lived in the Word. And she taught her children too what it’s all about to follow Christ.”

Graham said he was proud of all his children. “I am very proud of Franklin. I thank God for his leadership. It’s been tremendous the influence he has on my life and on thousands of others all over the world. I am thankful God gave me Franklin.”

Continuing to thank those who have made a difference in the past 60 years, Graham said he especially wanted to thank anyone who has contributed financially and supported the ministry in prayer. “I want to thank everybody concerned. People like you who have contributed through your gifts and your prayers—that made it all possible. God bless all of you. I love you.”

THE NEXT 60 YEARS
As his father concluded speaking, Franklin also expressed gratitude: “We thank God not only for what He has done in the past 60 years, but also for what He will do in the next 60 years if the Lord tarries—for the opportunities we have to preach and proclaim the Gospel of Jesus Christ literally around the world.

“The whole purpose of the BGEA—for my father and his team over these years—is to take the simple message of God’s love and share it with a world that does not know. And we have seen over the years millions of people give their lives to Christ. We give God the honor. We give Him the glory.”

Barrow pointed out that in the BGEA headquarters, “We have the names of over 9 million people who have made decisions for Christ. That’s what our BGEA is all about. Franklin has made that very clear. We are grateful for the Good News. The Gospel is good news.”

Will Graham—Franklin’s son and Billy’s grandson—is grateful for that wonderful heritage. “The early team helped put that foundation into place and God, I believe, has honored that foundation. God‘s grace has allowed this ministry to continue. These men put Jesus first in all that they did, early in their careers, and faithfully proclaimed the Good News."

For the next 60 years and beyond, said Will, “I hope each and every day at the BGEA, we’ll take time to win at least one person for Christ. To take every possible means that we can, whatever medium we can, and proclaim the Good News.”

Rainha de Sabá

"Vendo, pois, a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão... ficou fora de si. E disse ao rei: Era verdade a palavra que ouvi na minha terra, dos teus feitos e da tua sabedoria. Bem-aventurados os teus homens, e teus servos, que estão sempre diante de ti, que ouvem a tua sabedoria. Bendito seja o Senhor teu Deus..."  ( I Reis 10. 4,5c,8,9 )
    
No século VI a.C., havia uma rainha muito bela e muito rica que reinava na cidade de Sabá. Esta cidade ficava cerca de dois mil quilômetros da cidade de Jerusalém. Neste tempo, os meios de comunicação eram muito precários. As notícias, mesmo com todas estas dificuldades, se espalhavam através de pessoas que andavam a pé ou viajavam em jumento ou camelo.

Lendo o livro de I Reis, conhecemos esta mulher que além de bonita e rica, era também corajosa e decidida. Notícias do rei Salomão, de sua sabedoria e do seu Deus chegavam até ela. Podemos imaginar o que ela, provavelmente, pensava: "Será verdade que exista um homem tão sábio sobre a face da terra?

E ainda: "Será que existe um Deus tão poderoso que faça tantos milagres nesta terra tão distante ?" E as perguntas tomavam conta de sua mente e ela continuava... "E se tudo isto for verdade ? E se, realmente, este homem existe ? E se este deus que tanto falam for verdadeiro ?"

Indagações se misturavam em sua cabeça e então, ela tomou uma decisão muito importante, que iria mudar toda a sua vida: ELA IRIA ATÉ ISRAEL PARA VER SE TUDO O QUE ESTAVAM DIZENDO ERA VERDADE.

A sua viagem até Jerusalém seria muito longa, mas, mesmo assim, ela decidiu fazê-la. Reunindo soldados, servos, animais, presentes e bastante comida, partiu de Sabá rumo a Jerusalém, onde ela estaria frente a frente com o homem mais sábio do mundo, o rei Salomão. Calcula-se que a cada dia, ela viajava com toda a sua comitiva, cerca de 30 Km. Isto ela fez por 65 dias. Fazendo um cálculo, ela percorreu 1950 Km, para ver o que tanto desejava. O transporte que ela usou, foi um camelo.

Observando esta mulher decidida e corajosa, que queria conhecer Salomão e, provavelmente, queria aprender de sua sabedoria, lembramo-nos de nós, mulheres que almejam ser decididas, corajosas e sábias. Mas só existe uma pequena diferença: Para conseguir tudo isto, não precisamos viajar quilômetros e quilômetros, pois temos diante de nós a Palavra de Deus, dispondo de toda a sabedoria que o nosso Senhor quer colocar em nossos corações, para que nos tornemos mulheres sábias e belas a Seus olhos. Infelizmente, para muitas de nós, esta sabedoria é inatingível, está longe demais, está difícil e complicado de entendê-la, porque na verdade, não a lemos. Mas a Palavra de Deus nos diz:

“Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal.” ( Provérbios 1. 33 )

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte.”  ( Tiago 1. 5-6 )

     Querida, assim como a rainha de Sabá, sejamos corajosas e coloquemos em nosso coração o desejo de aprender do Senhor por meio de Sua perfieta Palavra que está na Bíblia. Busquemos  crescer em Seus caminhos para que sejamos transformadas em mulheres cheias de sabedoria. Deus tem o melhor para cada uma de nós.
     O grande desejo desta rainha era não apenas conhecer o rei, cuja sabedoria foi dada por seu Deus mas, também conhecer o Deus que fez maravilhas na vida dele. Ela era uma mulher que queria saber a verdade e ver com seus próprios olhos, tudo que ela ouvira falar acerca do rei Salomão. Se você não sabe, o próprio Jesus elogia esta mulher, ao ver o seu esforço em vir de tão longe para conhecer a sabedoria de Salomão. Ele disse:

06
“A rainha do meio-dia se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do que Salomão.” ( Mateus 12. 42 )

     Querida, não seria maravilhoso se Jesus pudesse dizer de cada uma de nós, estas seguintes palavras: "Ela ( cite seu nome ) vem todos os dias ter momentos de comunhão comigo e aprender de Mim para que Eu possa transformá-la em uma mulher sábia e assim ela poder transmitir às outras mulheres o que Eu ensino a ela em Minha Palavra" ?
     Por isso que, tirando o exemplo de Ester,nós mulheres temos de ser corajosas e fortes com as coisas do Senhor. Assim como a rainha de Sabá,não devemos medir esforços,nem distâncias,nem tempo para aprendermos mais sobre Jesus, que  morreu em nosso lugar,a fim de nos dar a vida eterna. Devemos assim como ela,partir em busca de sabedoria.
     Esta mulher merece, realmente, a nossa admiração, e por isso, apresento três motivos:

1- Não se preocupou com o cansaço a fim de que pudesse alcançar seu objetivo;

2- Não se preocupou com a distância, embora, provavelmente, tivesse que viajar por 65 dias;

3- Não se preocupou com quanto iria gastar com os presentes que ela estaria levando para o rei Salomão -  muito  ouro,  especiarias e pedras preciosas.

O mais importante para ela, era conhecer o rei Salomão, ver se, realmente, era como ela tinha ouvido falar e saber mais sobre o Deus que ele confiava. Para nós, nos dias atuais, não devemos medir esforços para conhecer a Jesus, e toda a Sua sabedoria que está exposta no Livro Sagrado, a Bíblia, e seguir os seus passos até a morte.
Depois de uma longa e cansativa viagem, esta bela e rica rainha que veio ver e ouvir da sabedoria de Salomão, chegou a Israel com toda a sua comitiva:

"E a rainha de Sabá chegou a Jerusalém com uma grande comitiva; com camelos carregados de especiarias, e muitíssimo ouro, e pedras preciosas; e foi a Salomão, e disse-lhe tudo quanto tinha no seu coração." ( I Reis 10. 2 )
Repare que ela: "disse-lhe tudo quanto tinha no seu coração", porém, saiba que não ficaria sem resposta:

 “E Salomão lhe deu resposta a todas as suas perguntas, nada houve que não lhe pudesse esclarecer." ( I Reis 10. 3 )

    Isso me chama a atenção: “Você tem orado a Jesus ? Tem colocado em sua santa presença tudo o que está dentro de seu coração ? Se Salomão deu todas as respostas que ela precisava obter, calcule Jesus se não fará o mesmo e ainda melhor ?

“Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo, Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.” ( Colossenses 2. 2-3 )

     Quando a rainha viu a sabedoria de Salomão, a casa que fizera, a comida que havia na sua mesa, o modo de agir de seus servos, as suas vestes, os seus copeiros e os holocaustos que ele oferecia na casa do Senhor, ela disse: "fiquei fora de mim":

“Vendo, pois, a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão, e a casa que edificara, e a comida da sua mesa, e o assentar de seus servos, e o estar de seus criados, e as vestes deles, e os seus copeiros, e os holocaustos que ele oferecia na casa do SENHOR, ficou fora de si.” ( I Reis 10. 5-6 )

     Ah, querida amiga, quantas de nós têm os corações endurecidos e não mais se maravilham. Se Salomão como homem pecador que era, deixou a rainha fora de si por ter visto tantas maravilhas, imagine Jesus o que não pode lhe mostrar. Para isso, siga 4 passos importantes para você obter vitórias e se alegrar em Jesus:

1- Ouça constantemente a ministração da Palavra de Deus. Há muitos programas de rádio e TV. Freqüente uma Igreja que proclame somente o Evangelho que está na Bíblia.  A fé verdadeira vem desta seguinte forma:

“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” ( Romanos 10. 17 )

2- Pratique diariamente a leitura da Bíblia. Comece pelo Novo Testamento, de Mateus em diante. Meia  hora  de  leitura  diária, darão 15 horas de leitura por mês. Pense nisso, querida:

“Disse Jesus: Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna,...” ( João 5. 39 )

3- Você deseja Deus habitando em sua família ? Cante e ouça músicas de louvor ao Senhor:

“Porém tu és santo, tu que habitas entre os louvores de Israel.” ( Salmos 22. 3 )

4- Tenha uma vida de oração:

“E Jesus contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer.”
( Lucas 18. 1 )

Será que as mulheres dos dias atuais, muitas não sentem necessidade de sabedoria, pois aos seus próprios olhos já se consideram suficientemente sábias ? Não sentem vontade de crescer espiritualmente para se transformarem em mulheres segundo o coração de Deus ?

Como seria bom para nossas almas, se alguém pudesse dizer de nós mesmas, o que ela disse ao rei:

"Bem-aventurados os teus homens, bem-aventurados estes teus servos, que  estão  sempre  diante  de  ti,  que  ouvem  a  tua

sabedoria ! Bendito seja o Senhor teu Deus, que teve agrado em ti..." ( I Reis 10. 9a )

Como seria bom se alguém nos dissesse:

"Bem-aventurados são aqueles que te cercam, teu marido, teus filhos e os que trabalham para ti e que têm a oportunidade de ouvir a tua sabedoria ! Bendito seja o Senhor teu Deus, que teve agrado em ti..."

     Isso sim, é um tremendo privilégio, o de ser uma mulher do agrado do Senhor Deus ! Em I Reis 10. 13  a Bíblia nos diz:

“E o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que ela desejou, tudo quanto pediu, além do que dera por sua generosidade; então voltou e partiu para a sua terra, ela e os seus servos.” ( I Reis 10. 13   )

 Você sabia que Jesus pode dar tudo o que você pede, e ainda muito mais. É só obedecer os seus mandamentos que Ele te concede nas páginas da Bíblia. Leia a e comprove:

“Disse Jesus: Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” ( João 15. 7 )

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.”  ( Efésios 3. 20 )

E a rainha de Sabá partiu para a sua terra com seus servos, conhecendo não apenas o homem mais sábio do mundo  - o rei Salomão - mas conhecendo o Deus vivo, Criador dos céus e da terra, que lhe deu um coração desejoso de buscar conhecimento não só das coisas terrenas mas das coisas celestiais.

Jesus, no Evangelho de Mateus, dá um alerta com relação ao seu coração, querida. De que lado bate seu coração ?

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” ( Mateus 6. 19-21 )

Por Valdenira Nunes de Menezes Silva

Testemunha de Jeová

POR QUE NÃO SOU TESTEMUNHA DE JEOVÁ ?

Para sermos cristãos autênticos, temos que estar inteiramente afinados com os ensinos das Escrituras Sagradas, tanto no Velho como no Novo Testamento. Ser um cristão, e não estar em pleno acordo com a verdade, é simplesmente ser hipócrita. Uma pessoa que possui estas características, é a que declara ser cristã, mas sem a essencial presença no conhecimento da Palavra.

Muitos afirmam que os Testemunhas de Jeová sejam cristãos fiéis, porém, convido-lhe a examinar O Evangelho, que está escrito na Bíblia Sagrada, para saber se são ou não verdadeiros cristãos fiéis.

COMO TRABALHAM ?
                                                                            
Costumam andar de dois em dois, saindo pelas ruas, batendo de porta em porta, a fim de ensinar suas doutrinas às pessoas.

O seu programa de doutrinação inicia-se com a introdução de livros, os quais eles oferecem. Prosseguem através de uma segunda visita, estudo de livros, assistência no Salão do Reino, assistência a reuniões de ofício, atividades na publicação, que está ligado à distribuição de livros e folhetos, e por fim, parte para o passo final, que é o batismo.

Reúnem-se em salões, aos quais intitula de “Salão do Reino das Testemunhas de Jeová”, local onde dão ênfase ao estudo de suas literaturas. Sendo desta maneira, lançam-se aos seus livros usando a Bíblia apenas para ratificar as suas doutrinas. Por este motivo, analisaremos se seus ensinamentos estão ou não em conformidade com o Evangelho de Jesus Cristo.
                                                                                                                                                            
A RESPEITO DE JESUS CRISTO

Na visão desta seita, o Nosso Senhor Jesus Cristo não é considerado como Deus que se fez homem, mas O classificam como um deus menor, a primeira criatura criada por Deus, alegando de forma categórica sua semelhança com os anjos

Bem, quando nos referimos ao Senhor Jesus, em que o assunto enfoca seu surgimento na  humanidade, cremos que neste ponto a Bíblia seja bem clara, não obscurecendo absolutamente nada a este respeito. A Palavra de Deus declara-nos que Jesus Cristo não foi um ser criado, mas que saiu do próprio Deus, ou seja, Jesus é Deus. Os relatos feitos pelo próprio Jesus, confirmam  quem Ele mesmo é, pois que de sua boca nunca saiu engano:

“No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a Sua glória como do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.2,14)

“Disse Jesus: Eu e o Pai somos um.” (Jo 10.30)

“Disse Jesus: Vim do Pai, e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai.”(Jo 16.28)

O desconhecido autor da carta aos Hebreus, concede-nos uma palavra mais direta, quando afirma sobre a diferença que há entre Jesus e os anjos:

“Assim Ele se tornou mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que o deles.” (Hb 1.4)

Pr. José Luiz Vercas
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Homens Deuses...será?

“Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” 1 Timóteo 2.5 (NVI)

Existe um fascínio e uma atração em líderes religiosos e ou espirituais em desejar ser Deus. É algo que podemos constatar em duas situações:

1)    À medida que sua instituição cresce e passa a ser seguida por mais e mais pessoas.
2)    Para provar o seu poder e assim manipular e aprisionar esses seguidores.
É impressionante como podemos encontrar essa postura (ou teopostura, desculpe o neologismo) nos dias de hoje. Muitos invocam para si o poder que têm devido a “milagres” que acontecem em suas instituições, ou nas orações “fortes” que conduzem, ou mesmo nas “revelações” da Bíblia (pode???) que se encarregam de serem “únicos” portadores e capazes de divulgar conforme “receberam”.

Quando me converti, há 20 anos, já ouvia os pastores da igreja que eu frequentava alertar: a Bíblia é a própria revelação. Bom, como era nova na fé, não entendia o que estavam querendo dizer. Hoje, passados alguns anos, sei bem o que significa aquele alerta.

É um perigo as pessoas transformarem seus líderes em Deus, em alguém acima do bem e do mal. Aliás, segundo a Bíblia, é pecado. Veja: Logo no início Deus já proíbe o “endeusamento” de qualquer coisa, inclusive Dele mesmo, como idolatria ("Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra”. Êxodo 20.4). Deus é Deus! Só o Senhor é Deus! E não precisa de nada, de nenhum símbolo, para identificá-lo, bem com suas ações.

A Palavra de Deus fala muito claramente, sem a necessidade de revelações humanas ou espirituais para ser compreendida, sobre a questão da idolatria. Diz sobre os ídolos:

- Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. 1 João 5.21

- Os ídolos serão de todo destruídos. Isaías 2.18

- Acontecerá, naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, que eliminarei da terra os nomes dos ídolos, e deles não haverá mais memória; e também removerei da terra os profetas e o espírito imundo. Zacarias 13.2

- Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso. Jonas 2.8

Claro que muitos dos textos referentes à idolatria na Bíblia falam de “deuses”, de imagens colocadas no lugar de Deus. Porém, acredito que um homem que recebe adoração, submissão irrestrita, não admite ser confrontado, se acha infalível e tudo o que faz afirma ser perfeito... Faz tudo isso pra ser idolatrado e coloca-se no lugar de Deus!

É triste o relato daquele que quis ser igual a Deus (Ezequiel 28). Muitos acham um absurdo a atitude de Lúcifer e dos anjos que deram ouvidos a ele e foram precipitados do céu. Mas dão ouvidos a homens, seguem-nos cegamente como se eles fossem Deus!

Homem tem que ficar no lugar de homem; sabendo que ele tem um Deus! Que é de fato todo poderoso.

Salmos 115 diz: “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória” e relata o que acontece com os ídolos e com aqueles que os seguem. No verso 8 desse texto há uma maldição: “Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.” (cegos, surdos, mudos e imóveis – versículos anteriores).

Pra Adriana Bernardo

17 de nov. de 2010

Isabel, a mãe de João Batista

O nome Isabel no hebraico significa: “Deus é meu juramento”. Essa mulher é somente mencionada no Evangelho de Lucas. Era descendente de Arão e esposa de Zacarias, o sacerdote que foi visitado pelo anjo Gabriel:

“Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel... E um anjo do Senhor lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso.”
(Lucas 1. 5,11)

Isabel era também, parente de Maria ( sua prima ), mãe de Jesus, sendo ela mãe de João Batista. Enquanto Zacarias ministrava no Templo do Senhor, o anjo Gabriel apareceu-lhe e disse–lhe que a sua esposa Isabel lhe daria um filho:

“Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.”
(Lucas 1. 13)

     Isabel era mulher estéril, e o marido já estava em idade avançada, o que nos dá a entender que este casal já não tinha mais vida sexual ativa. Diante deste quadro, Zacarias questionou o anjo, na possibilidade de tal milagre vir a acontecer. Com isso, a sua incredulidade custou-lhe a capacidade de poder se expressar, por um certo tempo:

“Disse então Zacarias ao anjo: Como saberei isto ? pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade. E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas. E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir.” (Lucas 1. 18-20)

Zacarias só voltaria a falar quando a criança nascesse:

“E logo a boca de Zacarias se abriu, e a língua se lhe soltou; e falava, louvando a Deus.” (Lucas 1. 64)


Deus mostrou este favor à Isabel em sua velhice, para remover a vergonha e a desgraça de não poder ter filhos, pois naquele tempo, a mulher que não gerava filhos era discriminada pela sociedade. Por outro lado, também fica claro, que a sua esterilidade, não era conseqüência do pecado, pois tanto ela quanto o marido eram ambos justos perante a Deus:

“Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel. E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.” (Lucas 1. 5-6)

O Senhor, porém, operava seus propósitos muito maiores na vida de Isabel e seu plano era perfeito. Assim, no tempo determinado, Deus finalmente a abençoou com um filho incomum. Ele seria o precursor de Jesus Cristo e o mundo o conheceria para sempre como o profeta João Batista. Sua mãe, Isabel, não seria tão conhecida quanto ele. Não há dúvida, contudo, de que na sombra deste santo homem estava uma mãe piedosa, que o criou no temor do Senhor. A influencia de Isabel na vida de João não deve ser ignorada, e nem subestimada.

Após Isabel descobrir que estava grávida, permaneceu recolhida em casa por cinco meses. O texto não revela o motivo pelo qual fez isso; provavelmente escondeu-se, a fim de consagrar-se ao Senhor, em uma atitude de gratidão.

Quando ela estava no sexto mês de gravidez, Maria recebeu a visita do anjo Gabriel, que lhe anunciou que, por obra e graça do Espírito Santo, conceberia e daria à luz ao filho de Deus. O anjo lhe disse que Isabel, sua prima, também esperava um filho:

“E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; Porque para Deus nada é impossível. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela. E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel.” (Lucas 1. 36-40)

Assim que Maria ouviu as boas novas sobre Isabel, imediatamente foi visitá-la nas colinas da Judéia. Quando a criança dentro do ventre da mãe ouviu a voz de Maria, pulou de alegria. Isabel ficou cheia do espírito Santo e, sobrenaturalmente, entendeu que a sua prima estava grávida. Soube também qual a identidade daquele menino e sua origem divina.

Cheia de alegria, Isabel abençoou Maria e seu filho em voz alta. Em sua bênção, humildemente reconheceu a criança como seu Senhor e demonstrou sua disposição de ser obediente a Ele. Sua mensagem também ressalta a notável fé demonstrada por Maria, a qual creu que o Senhor faria tudo conforme prometera:

“E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel. E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor ? Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do SENHOR lhe foram ditas.” (Lucas 1. 39-45)

Alegria e gratidão são observadas em todo o relato sobre Isabel. Ela sabia que Deus fazia algo novo e alegrava-se por ser participante de seus planos. O senhor enviou-lhe o precursor de seu filho Unigênito ( Jesus ) e ela respondeu alegre e fielmente, em completa devoção.

Quando chegou o dia de Isabel dar à luz, os vizinhos e parentes reuniram-se em volta para o feliz evento. O menino recebeu o seu nome no oitavo dia de vida, na cerimônia da circuncisão. Não se sabe porque esperaram tanto para dar-lhe um nome, especialmente por que o anjo Gabriel já instruíra Zacarias quanto a isso, antes de o menino ser concebido, conforme já exposto em Lucas 1.13. Talvez tenha seguido o costume helenista de esperar uma semana antes de oficializar o nome do recém-nascido.

De acordo com o costume judaico, entretanto, a criança deveria ser chamada Zacarias, nome do pai. Mas Isabel fez objeção e insistiu que o nome seria João. Ao desprezar seu pedido ( provavelmente porque era mulher ), voltaram-se para Zacarias e perguntaram-lhe como o menino seria chamado. Ele escreveu numa tábua que ele se chamaria João e, naquele momento, sua língua se soltou. O pai, então, cheio do Espírito Santo:

“E completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho. E os seus vizinhos e parentes ouviram que tinha Deus usado para com ela de grande misericórdia, e alegraram-se com ela. E aconteceu que, ao oitavo dia, vieram circuncidar o menino, e lhe chamavam Zacarias, o nome de seu pai. E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém será chamado João. E disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome. E perguntaram por acenos ao pai como queria que lhe chamassem. E, pedindo ele uma tabuinha de escrever, escreveu, dizendo: O seu nome é João. E todos se maravilharam. E logo a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou; e falava, louvando a Deus.” (Lucas 1. 57-64)

O pai, então, cheio do Espírito Santo, profetizou sobre o futuro de seu filho. O que você, querida, tem profetizado sobre seus filhos: BÊNÇÃOS OU MALDIÇÕES?

Será que você é o tipo de mãe que, mesmo em um momento de nervoso, acaba profetizando maldições aos seus filhos ?  A mãe, quando está amamentando seu Filho, deve sempre profetizar bênçãos sem medidas à criança. Leia as palavras de Zacarias:

“E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo, e profetizou, dizendo: Bendito o Senhor Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo, e nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi seu servo. Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo; para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam, para manifestar misericórdia a nossos pais, e lembrar-se da sua santa aliança, e do juramento que jurou a Abraão nosso pai, de conceder-nos que, Libertados da mão de nossos inimigos, o serviríamos sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida. E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos; para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados; Pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, com que o oriente do alto nos visitou; Para iluminar aos que estão assentados em trevas e na sombra da morte; a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.” (Lucas 1. 67-79)

Esses eventos causaram alvoroço entre os judeus e todos ficaram assombrados. Sentiam que Deus estava com aquela nova família e perguntavam-se o que aconteceria a seguir:

“E veio temor sobre todos os seus vizinhos, e em todas as montanhas da Judéia foram divulgadas todas estas coisas. E todos os que as ouviam as conservavam em seus corações, dizendo: Quem será, pois, este menino ? E a mão do Senhor estava com ele.” (Lucas 1. 65-66)

O Senhor começava a trazer o Seu povo de volta para si. Isabel era uma mulher reverente, que se dedicava ao Senhor com alegria. Deus é glorificado em sua vida e a divina presença do Senhor é claramente vista nesta passagem bíblica. O milagre desta serva piedosa, ter concebido um filho com idade avançada, lembra o leitor de outras mulheres famosas nas Escrituras, cujas vidas o Senhor interveio de maneira semelhante com Sara ( Gênesis 17.15 ), com Raquel (Gênesis 30. 22-24 ) e  com Ana (I Samuel cap 1). Em todos os casos, a obra de Deus culminou com o nascimento de filhos que se tornaram grandes líderes do povo. João Batista foi o maior de todos. Observe o que Jesus disse a seu respeito:

“Disse Jesus: Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.” (Mt 11.11)

Pr. José Luiz Varcas

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