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17 de nov. de 2010

O papel

Existe um ditado que diz que o papel aceita tudo. Podemos escrever horas, dias e até mesmo anos, sobre tudo o que sentimos, sofremos, aspiramos, observamos, reclamamos, e logo depois apagar, porque o papel aceita borracha, mas as marcas da alma não.

As marcas da alma com dor, são feridas que precisam sarar para que não exalem o mau cheiro do coração.Um dia Davi, pediu ajuda ao Senhor. Ele estava doente. As suas maldades o haviam feito enfermar e Davi sentia-se afogado nos seus pecados.

Sua falta de juizo ocasionaram feridas que cheiravam mal.Davi chorava, abatido e aflito. Gemia de angústia e dor, e nesse estado, disse a Deus:

-Por causa das minhas feridas, os meus amigos não chegam perto de mim, e até a minha família se afasta.

Os que me querem matar armam armadilhas para me pegar; os que me querem ferir ameaçam me desgraçar e não param de fazer planos contra mim. Tudo disse a Deus, onde depositava agora, sua esperança.

O papel aceita borracha mas as marcas da alma não.

Quando escrevemos, podemos errar, mentir, sonhar, inventar, desenhar, criar, e depois apagar, escrever de outra forma, valorizar os pontos principais, omitir os que nos expõem; podemos escrever e apagar, escrever e apagar, de tal forma que nada fique visível do que foi anteriormente escrito; mas no coração a borracha é inútil, suas marcas só desaparecem quando o mergulhamos em sangue, o sangue de Cristo.

Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas?

Para quem, as queixas?

Para quem, as feridas sem causa?

E para quem, os olhos vermelhos?

Não fique pensando que você é sábio; tema o Senhor e não faça nada que seja errado. Pois isso será como um bom remédio para curar as suas feridas e aliviar os seus sofrimentos.

Deus lembra-se de todos como mortais, como um vento que passa e não volta mais. Pede sara-me e sereis sarado, cura-me e sereis curado. Amém

Pra Graça de Oliveira

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