"Se nos afastamos de Deus, quem nos garante que um dia um poder humano não reivindique de novo o direito de decidir que vida humana vale e qual não vale?" [Papa João Paulo II
É preocupante o nível de influência que o secularismo tem exercido no ambiente evangelical. Sobretudo, a maneira como a igreja institucional tem se portado diante do “menu” oferecido. Há uma diversidade de paradigmas, cujos princípios e valores são completamente distantes da ortodoxia bíblica (pensamento do autor).
A igreja contemporânea, por conta desta ambiência, tem permitido através de compreensões funestas, a construção de uma teologia cada vez mais neoliberal e maligna. Um dos grandes vilões no complexo evangelical tem sido a inserção da busca pelo “poder”. Postula-se entre algumas comunidades cristãs, que a igreja é detentora de poder. Daí urge a necessidade de se perguntar: Qual igreja? A igreja quanto instituição ou a igreja Corpo de Cristo?
É detentora de poder para qual finalidade? Que poder é esse? Consideremos de forma breve o significado deste substantivo (Leia-se, poder). Poder (do latim: potere) é, literalmente, o direito de deliberar, agir, mandar e também, dependendo do contexto, a faculdade de exercer a autoridade, a soberania, ou o império de dada circunstância, ou posse do domínio, da influência ou da força. Segundo a wikipédia, na cosmovisão sociológica, define-se poder, geralmente, como a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo se estes resistirem de alguma maneira.
Existe dentro do contexto sociológico, diversos tipos de poder: o poder social, o poder econômico, o poder militar, o poder político, e porque não dizer também, poder eclesiástico. De acordo com a escritura sagrada em Atos dos Apóstolos, encontramos a narrativa da descida do Espírito Santo no dia de pentecostes.
O poder (Gr.: dunamis), se manifestou pelo derramar do Espírito seguido de propósitos bem estabelecidos. Segundo a nota homilética da bíblia Shedd em Atos 1:8 diz: Sem o Espírito não há poder miraculoso (dunamis); sem poder não há testemunho eficaz; sem poder não há avanço até os confins da terra; sem tal avanço Cristo não voltará para estabelecer seu reino. Qualquer interesse por poder, que não se enquadre numa práxis verdadeiramente bíblico teológica, sem o governo e direção do Espírito na Eclésia, torna a existência da mesma absoleta no plano divino. Que Deus nos ajude!
Marco Mardine é Bacharel em Teologia pela Fathel – Faculdade Teológica de Campo Grande-MS, Graduado em Teologia pela Unifil - Centro Universitário Filadélfia de Londrina-PR, Supervisor Distrital da Igreja de Deus no estado do Acre e Pr. Titular da Igreja de Deus em Rio Branco-AC.

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